Testosterona: conheça melhor este hormônio!

Sendon
1 Comentário

Conheça melhor o hormônio de maior importância para os homens, a testosterona!

A testosterona é um hormônio esteróide, ou seja, que possui a configuração de anéis esteroidiais derivados do colesterol em sua estrutura molecular de extrema importância para os seres humanos. Quando comparamos a importância e necessidade dessa hormônio entre homens e mulheres torna-se evidente a maior importância para o público masculino, visto as características androgênicas propiciadas naturalmente pelo hormônio. É ela que é a principal responsável por que um homem é, de fato, um homem.

hormonio testosterona Testosterona: conheça melhor este hormônio!

Naturalmente, a testosterona é produzida nos testículos por estímulos de hormônios como o LH e possui papel fundamental não só em questões físicas, mas psico-mentais também. E não é a toa que há fortes relações de humor, sensação de agressividade, irritabilidade e até mesmo, do outro lado, a depressão, com os diferentes níveis circulantes de testosterona no corpo.

A testosterona pode também ser utilizada de maneira exógena, por meio de substâncias sintéticas do hormônio. E seu uso clínico já é razoavelmente antigo, ajudando no tratamento de indivíduos com andropausa, com baixos níveis de testosterona no corpo, com desníveis de crescimento, com dificuldade no desenvolvimento das características femininas, no aumento a libido, entre muitos outros. Entretanto, como dito, é através da testosterona que torna-se possível o desenvolvimento da maioria das características masculinas, entre elas, o desenvolvimento da musculatura, resultado em um acréscimo significativo de força, velocidade, explosão, agilidade e velocidade. Além disso, não é a toa que homens costumam ter um percentual de gordura menor, quando comparados a mulheres. E foi justamente em cima da observação dessas características fundamentais que a testosterona começou a ser utilizada pra o aumento de performance.

Seus primeiros usos ainda são controversos. Há histórias que relatam o uso da testosterona para melhoria da performance de soldados na primeira guerra mundial, há outras que relatam uso posterior em atletas. Mas, a origem do primeiro uso pouco importa se hoje conseguimos ter uma noção relativamente maior deste importantíssimo e poderoso hormônio. Tão importante que, inclusive a maioria dos outros hormônios que são utilizados para aumento de performance são derivados dela.

A testosterona, assim como os outros hormônios esteróides possui característica específica de ação. Diferente de hormônios protéicos onde há sinalização para que as células reajam de determinada maneira, os hormônios esteróides entram nas células por meio de receptores e invadem o núcleo, fazendo codificações no DNA e assim produzindo seu efeito. E é justamente por isso que, durante a ação desses hormônios, o risco de danificação celular ou de uma possível mitose com DNA incorretamente projetado é muito maior. Especificamente a testosterona, entre suas diversas funções, permite com que os receptores de insulina fiquem muito mais ativos e possam captar muito mais glicose, assim, promovendo maior desenvolvimento celular. Mas, quem garante que a modificação do DNA nuclear será realmente só essa?

A testosterona também é responsável por aumentar a produção de GH e IGF-1 que tem papéis fundamentais no anabolismo, principalmente nos aspectos de hiperplasia.

Hoje, a testosterona é encontrada em diferentes misturas de ésters. Desde ésters mais conhecidos e separados como o enantato, o cipionato, o proprionato e o isocarponato, até blends, misturando diversos ésters. Para os mais leigos, o éster é quem define a meia-vida da substância no corpo, variando de acordo com o éster escolhido. Por exemplo, a meia-vida do enantato de testosterona é em média 15 dias, enquanto do propionato é de 2-3 dias. Entretanto, misturas podem ser convenientes para um aproveitamento gradual da droga. Mas obviamente que isso, dentro de um ciclo de anabólicos variará sinergicamente com as outras drogas utilizadas.

A escolha do éster é importante na medida em que ele proporciona não só uma duração específica do hormônio no corpo, mas também aspectos que respondem na aparência física. Normalmente, costumam-se ser associados com maiores níveis de retenção hídrica e efeitos colaterais ésters longo como o cipionato, ao inverso do propionato, por exemplo, conhecido por ser inserido em ciclos que visam melhor qualidade muscular.

Conseguinte, a testosterona talvez seja hoje o hormônio mais utilizado e mais popular dentro do esporte, invadindo até mesmo o ramo feminino. E não é incomum atletas mulheres de elite que fazem o uso desse tipo de hormônio. Aliás, o uso tornou-se tão difundido que hoje popularmente a testosterona é utilizada por leigos e “esportistas”.

Devemos lembrar que estamos falando sim de um hormônio permitido por lei e utilizado largamente pela classe médica. Mas não podemos confundir esse “liberado” com “desgovernado”, ou seja, não podemos confundir seu simples uso inadequado com seu uso dentro de situações específicas. Infelizmente é o que mais acontece por aí…

O acompanhamento médico no uso de qualquer hormônio é indispensável, na medida em que doses erradas podem facilmente gerar problemas conhecidos como a impotência sexual, queda de libido, ginecomastia, aromatização, infertilidade, desenvolvimento precoce em púberes, queda da produção natural hormonal endógena, problemas cardiovasculares (visto que a testosterona é um hormônio derivado do colesterol), irritabilidade, agressividade, depressão após o uso, inflamações por aplicações indevidas, entre outros muitos.

As doses utilizadas de testosterona são algo muito particular e que dependerão muito das drogas utilizadas no ciclo e da experiência do usuário. Todavia, não conheço pessoas que utilizem menos do que 400mg de testosterona por semana, um valor que já pode ser considerado fisiologicamente muito alto, sendo que o corpo naturalmente produz apenas cerca de 5-10mg/dia. Porém, profissionais normalmente chegam a utilizar doses de ao menos 1g de testosterona na semana, podendo chegar a 3g e, segundo alguns relatos até 5g por semana.

Por fim, é importante deixarmos claro que o uso indevido de substâncias sintéticas pode acarretar diversos malefícios para a saúde, por isso, todo cuidado é pouco e, sempre devemos buscar acompanhamento médico, seja qual for o objetivo. Agir por conta própria, certamente NÃO é o caminho mais correto.

Bons Treinos!

Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)


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1 Comentário em Testosterona: conheça melhor este hormônio!

  1. Tonny Douglas's Gravatar Tonny Douglas
    28/07/2012 às 15:24 |

    Ótimo Artigo …

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