Você conhece este aminoácido Beta-Alanina? Se não conhece, leia este artigo para saber dos benefícios do mesmo na musculação!

Quando nos exercitamos de maneira intensa, nossas principais reservas energéticas como o ATP, os produtos glicolíticos, a creatina fosfato e alguns outros são utilizados, resultando em metabólitos intracelulares tais quais ADP, Magnésio, fosfato e, claro, íons de hidrogênio, causando assim uma certa fadiga muscular.
[ad#2]Aliado a isso, quando produzimos muitos íons de H+ o pH sanguíneo tende a diminuir, ou seja, fica mais ácido. Essa relação é diferenciada individualmente de acordo com os sistemas biológicos (em especial o sistema de tamponamento) de cada um. Todavia, os indivíduos que possuem a capacidade de armazenar maiores quantidades de prótons podem retardar sua fadiga. E esses prótons fazem parte do bicarbonato (no mesmo sistema tamponamento que funciona nesse caso) que tem como fórmula molecular HCO3-.
Para os leigos em química, basicamente o a reação que acontece para estabilizarmos o pH sanguíneo e o deixarmos no seu pH neutro é fazer com que o bicarbonato traga para si os íons de hidrogênio circulantes, fazendo então uma substância tal qual H2CO2 (ácido carbônico). Logo, a reação ficaria:
H+ + HCO3- <> H2CO3. E essa reação basicamente é controlada pela eliminação de CO2 pela respiração pulmonar. Porém, esse sistema funciona em um limite, ou seja, ela não consegue superar os níveis de acidose em um exercício intenso.
Em teoria, quanto mais pudermos acrescentar o tamponamento ao sangue, menor será a fadiga muscular pela baixa acidose e consequentemente maior será a performance. Assim, muitas vezes o uso de alguns aminoácidos pode ser conveniente na melhora deste tamponamento, sendo que alguns destes são a carnosina (B-Alanina-L-Histidina).
A B-Alanina-Histidina é um dipeptídeo de Pk 6,83 (próximo ao do sangue) que está em grande concentração no músculo, sendo um importante auxílio no sistema tampão. Devemos ter, primeiramente para nós que, conforme a síntese de carnosina (pelo dipeptídeo) é sintetizada, a B-Alanina disponível se torna limitante por razões óbvias. E foi justamente por isso que hipoteticamente a B-Alanina começou a ser usada de maneira exógena (suplementos alimentares) em vista de algum benefício desta natureza.
Um estudo realizado nos Estados Unidos em 2009 mostrou que atletas que consumiram cerca de 3-6g de Beta-Alanina por dia, mostraram concentrações de até 60% mais carnosina no músculo. Além disso, os protocolos apontaram uma redução do percentual de gordura na medida em que a massa muscular aumentou. Cerca de 3% de gordura corpórea foram reduzidos enquanto foram ganhos 2kg. Um bom parecer, não? Isso, sem contar uma crescente redução na fadiga e o consumo de oxigênio aumentado, otimizando a performance de todos os cobaias.
Conclusão:
A B-Alanina é um dos suplementos aprovados pela ISSN e tem total funcionalidade na musculação pelo equilíbrio ácido-base sanguíneo.
O Uso de 3-6g por dia já são o suficiente para apresentar ótimos resultados.
Infelizmente a Beta-Alanina ainda é um suplemento de pouco acesso no Brasil. Muitos dos produtos que hoje a contém, custam caro. Manipular ou trazer de fora do país pode ser uma alternativa interessante e relativamente mais barata.
Artigo escrito por Marcelo Sendon










29/08/2011

tomei e achei um placebo….
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Qual protocolo você utilizou para tomar? E quais foram os exames feitos que apontaram como placebo? – Devemos lembrar que a B-Alanina não aumenta performance, ok?
M.Sendon
@marcelosendon
Esses 6 gramas diários, devem ser divididos em quais horários?
Abraços
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Pode estar usando 3g no pré e 3g no pós.